Claudio Dantas
Entre o real e o onírico, Claudio Dantas transforma memória, imaginação e inconsciente em narrativas abertas.
A pintura de Claudio Dantas surge em um território onde aquilo que reconhecemos encontra o enigma. Figuras, objetos e fragmentos do cotidiano convivem com associações inesperadas, criando imagens que parecem emergir da memória, do sonho e da imaginação. Em suas composições, a precisão da técnica não encerra significados: abre caminhos para que cada observador construa sua própria narrativa entre o visível e aquilo que permanece oculto.

História
Nascido no Rio de Janeiro, em 1959, Claudio Dantas iniciou sua formação acadêmica na Engenharia Química, mas, no final da década de 1980, decidiu dedicar-se integralmente à pintura. Construiu sua formação de maneira predominantemente autodidata, a partir do estudo da história da arte e dos grandes mestres da pintura, da Renascença ao Impressionismo. Desde 1988, atua profissionalmente no circuito artístico, desenvolvendo uma trajetória marcada pelo domínio da figuração e pela constante investigação da imagem.
Sua produção explora os limites entre realidade e imaginação, articulando memória, fabulação e formas simbólicas em composições que recusam narrativas fechadas. Óleo e acrílica sobre tela ou madeira, desenho, pesquisa de referências e sucessivas camadas pictóricas integram um processo elaborado, no qual recursos ilusionistas e elementos que simulam papéis ou colagens ampliam a tensão entre a superfície da pintura e o mundo representado.
Ao longo de quase quatro décadas, realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 2011, conquistou o terceiro lugar na categoria Pintura da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Florença, na Itália. Em 2026, apresentou na Sergio Gonçalves Galeria a individual Afinidades do Inconsciente, reunindo trabalhos que reafirmam sua pesquisa sobre figuração, memória e imagens situadas entre o real e o onírico.

























