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José Margulis

obras que nunca permanecem exatamente as mesmas

A cada mudança de olhar, ângulo ou incidência de luz, formas, cores e volumes se transformam, revelando novas possibilidades dentro de uma mesma composição. Sua obra convida o espectador a desacelerar e perceber que aquilo que parece fixo pode estar sempre em movimento  uma experiência em que geometria, cor e transparência se encontram para transformar a percepção em matéria.

José Margulis não cria apenas objetos para serem observados. Cria situações para serem percebidas.

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História

Nascido em Caracas, Venezuela, em 1970, José Margulis iniciou sua trajetória artística através da fotografia, enquanto estudava Administração. Sua experiência com impressão digital e, posteriormente, seu interesse pela escultura conduziram-no a uma prática em que fotografia e construção tridimensional passaram a existir em diálogo constante.

Influenciado pelo abstracionismo geométrico e pela arte cinética, especialmente pelas pesquisas de artistas como Jesús Soto e Naum Gabo, Margulis desenvolveu uma linguagem própria baseada na construção do espaço com o mínimo de elementos. Suas esculturas utilizam principalmente acrílico, plexiglass, alumínio e materiais translúcidos, organizados em camadas, curvas e estruturas geométricas.

A luz ocupa um papel fundamental nesse processo. Ela atravessa as superfícies, projeta sombras e revela diferentes dimensões da obra conforme o observador se desloca. Assim, a perspectiva deixa de ser apenas uma maneira de observar e passa a fazer parte da própria construção da obra.

As cores intensas e translúcidas também carregam referências de sua vivência na Venezuela e no México, onde o contato com paisagens tropicais e com a riqueza cromática das artes tradicionais influenciou profundamente sua paleta.

Em sua produção, Margulis transforma a geometria em uma experiência quase arquitetônica: volumes parecem flutuar, planos se sobrepõem, a luz desenha novas formas e o olhar completa aquilo que a matéria apenas sugere. É nesse intervalo entre o que vemos e aquilo que percebemos que sua obra encontra sua força.

Obras

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