Permanência Fluida
- Sergio Gonçalves Galeria

- 10 de ago.
- 1 min de leitura
Atualizado: 11 de ago.
Newman Schutze e Ryan Hyrz
Reunir Newman Schutze e Ryan Hyrz é aproximar dois artistas de origens distintas que encontram, na pintura, um território comum. Embora venham de contextos diferentes — Schutze, brasileiro, e Hyrz, norueguês —, ambos construíram uma linguagem marcada pela fluidez da tinta, pela transparência das camadas e por uma pintura que parece acontecer com leveza, sem abrir mão da intensidade.
Em suas obras, a matéria se dilui, os contornos se tornam menos rígidos e a cor ganha liberdade para respirar. Há algo que remete à aquarela, ainda que o resultado ultrapasse qualquer definição técnica. O que importa aqui não é a precisão da forma, mas a força que surge justamente do que é sutil.
Essa delicadeza não significa fragilidade. Pelo contrário. As pinturas convidam o olhar a desacelerar e revelam uma presença silenciosa, construída por gestos, transparências e pequenos acontecimentos da superfície. São trabalhos que não se impõem pelo excesso, mas pela permanência que deixam depois do encontro com o observador.
Mais do que aproximar dois artistas, Permanência Fluida propõe um encontro entre sensibilidades que compreendem a pintura como um espaço de respiro, tempo e transformação. Entre transparências, sobreposições e vazios, a exposição convida o público a perceber como a pintura pode encontrar potência justamente naquilo que é leve, transparente e aparentemente efêmero.




Comentários