José Guedes entre Rothko, Fontana e Klein
- Sergio Gonçalves Galeria

- 14 de out.
- 1 min de leitura
É impossível pensar na Arte Contemporânea sem citar esses três nomes geniais, que mudaram nossa percepção do
vazio e da cor.
Foi inspirado na profundidade meditativa de Mark Rothko, na precisão cortante de Lucio Fontana e na imaterialidade vibrante do azul de Yves Klein que Guedes criou seu espaço próprio – uma zona de tensão entre o visível e o
que pulsa além da superfície. As obras de José Guedes, artista cearense de expressão intensa e silenciosa, se constrói no encontro entre cor,gesto e transcendência.
EXPOSIÇÃO:
Nas suas pinturas, a cor não é apenas aparência, é presença. O azul Klein se torna espaço, o corte se transforma em respiro, e a superfície revela aquilo que está além da matéria, subvertendo a nova dimensão proposta por Fontana em sua obra. O gesto que até então se dava em forma de cortes e furos, agora vira pincelada, uma nova provocação, convidando o espectador a interagir com a nova dimensão.
O diálogo com Rothko se dá com traços mais delineados, marcantes, como se estivesse a desafi ar o silêncio contido nos campos de cor, numa abordagem mais direta da expressão espiritual existente nas obras do
mestre letão, naturalizado americano.
E assim Guedes constrói um território próprio: simples e ao mesmo tempo cheio de mistério.
































































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